No dia 31 de dezembro, enquanto muita gente se prepara para as festas de Réveillon, milhares de corredores se reúnem em São Paulo para viver uma das provas mais tradicionais do Brasil: a Corrida Internacional de São Silvestre. Mais do que uma competição, ela se tornou um símbolo de superação, celebração e amor pela corrida.
Criada em 1925, a São Silvestre nasceu inspirada em provas noturnas europeias. Com o passar dos anos, cresceu, ganhou destaque internacional e hoje reúne atletas profissionais, amadores e apaixonados pela corrida de todas as idades e níveis. Em 2025, a prova chegou à sua 100ª edição, marcando um século de história, emoção e protagonismo no cenário da corrida de rua.
Cada participante carrega sua própria história, alguns buscam recordes pessoais, outros querem simplesmente completar a prova, e muitos desejam viver a energia única do evento.
O percurso que desafia e encanta
Com 15 km pelas ruas de São Paulo, a São Silvestre mistura tradição, desafio e um clima de festa. O percurso passa por pontos famosos da cidade e apresenta retas, descidas e, claro, a famosa subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, um trecho que testa não apenas o físico, mas também a mente do corredor. Chegar à Avenida Paulista para cruzar a linha de chegada é uma emoção difícil de descrever, é o momento em que todo o esforço do ano parece valer a pena.
Os brasileiros que mais marcaram a história da prova
Ao longo das décadas, muitos atletas brasileiros escreveram seus nomes na história da São Silvestre. Entre os homens, os brasileiros com mais títulos são:
- Marílson Gomes dos Santos: venceu a São Silvestre três vezes (2003, 2005 e 2010), sendo o brasileiro com mais vitórias na era moderna da prova.
- Joaquim Gonçalves da Silva: também com três vitórias (1942, 1943 e 1944), é outro grande nome da história do atletismo brasileiro na prova.
Além deles, outros brasileiros conquistaram duas vitórias: José João da Silva, Mário de Oliveira, Nestor Gomes e Sebastião Alves Monteiro.
No feminino, embora nenhuma atleta brasileira tenha acumulado múltiplos títulos como as estrangeiras mais vencedoras, diversas brasileiras estão no hall dos campeões, com vitórias em anos passados, como Carmem de Oliveira, Roseli Machado, Maria Zeferina Baldaia, Marizete de Paula Rezende e Lucélia Peres.
Mais do que uma prova — um ritual de encerramento do ano
A São Silvestre também simboliza o fechamento de um ciclo. Muitos corredores usam a prova para agradecer, refletir e renovar metas. Correr nesse dia é uma forma de dizer a si mesmo: eu fui até o fim, apesar dos desafios. É um encontro com a própria força.
